... que o 'Seu' Atílio começou ontem (18/01) a derrubar o muro para refazer.
E foi dado o ponta pé inicial!
Está aberta oficialmente a temporada da reforma.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Eu já devia saber...

Já tenho experiência nisso, uma vez que minha casa passou por reformas constantes desde que eu tinha 9 anos (e só terminou quando eu fiz 25!!!).
O tempo dos pedreiros não é igual o nosso. Definitivamente.
Esteja sempre preparado: se ele falar que faltam 2 semanas para acabar o trabalho, pode prever umas 5, no mínimo.
Quando saí do interior, no dia 02.01.2010, o pedreiro que vai começar a reforma ficaria apenas mais uns 2 ou três dias na casa da minha tia e iria para a minha.
Hoje já é dia 14 e, claro, nada ainda...
Aliás, 'seu' Atílio, o pedreiro, é um caso que renderá história.
Primeiro que cismei que o homem chama 'Alípio'. Segundo que ele é onipresente: em um dia, em menos de meia hora, encontramos o sujeito em três lugares diferentes. Terceiro que não é homem de muita conversa e nem de muitas emoções: nunca sabemos se ele concorda ou não de fato com alguma coisa.
Bom, mas o tempo no interior parece ter mesmo outra dimensão. Melhor eu nem questionar. Estou só no começo.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Era uma casa muito engraçada...

... não tinha teto, não tinha nada, já diria aquela musiquinha do Toquinho e Vinícius que eu adorava nos anos 80, quando freqüentava este lugar.
Essa até tem teto, mas não tem nada mesmo. E até o teto, sobrevivente, terá de ser refeito. Então, não tem nada, só vai ser feita com muito esmero, mas longe da rua dos bobos e do número zero.
Essa era a casa da minha avó. Sim, porque casa nunca é de “vô” né? Ok, existem exceções, mas a regra é ir para a casa da vó e ter boas – e em alguns casos más – lembranças de lá. No meu caso são bem boas.
Há muitas histórias sobre este lugar. Pena que muito do que vivi se perdeu nos muitos anos que ficaram para trás. No entanto, não se perderam todo o carinho e saudade que ele me desperta. Muitos dos que me fizeram gostar de lá já não estão mais por aqui, me fazendo ter a certeza de que jamais será o mesmo. No entanto, preservá-lo é ter certeza de que a história existe de alguma maneira. Nada será como antes e nem eu quero que seja. Mas aqui deve começar uma nova história, com outros personagens.
Tudo isto para dizer que este blog acompanhará a saga (olha eu já preparada para os perrengues!) da reforma de uma casa no interior, mais precisamente em Urupês, interior de São Paulo e que é da minha família desde os anos 60. Histórias antigas, a epopéia do financiamento e da documentação, o pontapé inicial da reforma e tudo mais que envolve essa empreitada aparecerá por aqui. Acho que ninguém terá interesse em ler, mas acho que vai ser bem engraçado poder rever tudo depois de tudo terminado. O blog foi inspirado num livro – A casa do Califa - que dei para o namorado ano passado e que li um pedaço sem que soubesse antes dele (agora vai saber).
E 2010 começa bem, construindo de fato alguma coisa!
PS1: A casa da minha infância não era assim, detonadinha não! Era até bem bonitinha, apesar de simples. Este é o estado atual e meu desafio é fazer desse lugar uma casa agradável novamente
PS2: Quer ouvir a musiquinha que falei no começo? Então clica aqui.
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